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PREFEITURA: Camerini diz que irá recorrer de decisão "um tanto estranha" que o impede de concorrer

Após o indeferimento de sua candidatura à prefeitura de Bento, representante do PSB defende que, com a suspensão de sua cassação, estaria elegível ao cargo no Executivo

16/10/2020 04:19

Em um vídeo divulgado na noite desta quinta-feira, 15, após a decisão que indeferiu sua candidatura à prefeitura de Bento Gonçalves, Moacir Camerini (PSB) defendeu a tese de que – ao contrário do que a Justiça determinou – está elegível ao cargo máximo do Executivo local. O argumento usado por ele é o fato de que, na semana passada, a própria juíza Romani Terezinha Bortolas Dalcin havia suspendido a cassação de seu mandato como vereador, autorizando, provisoriamente, o seu retorno à Câmara depois de dez meses.

Na transmissão, direcionada aos seus apoiadores, Camerini disse que ainda não havia sido oficialmente notificado do novo despacho da magistrada, que também está à frente da Justiça Eleitoral na cidade, e voltou a tratar seu caso como "perseguição". "Nós estranhamos essas notícias que estão saindo. Já conversei com meus advogados, buscamos as informações e nem eles acreditam no que está acontecendo, a mesma juíza que me colocou de volta na Câmara. Isso é só uma questão de dar o tempo certo, dois ou três dias para os advogados trabalharem e solicitarem essa correção, fazerem os recursos e os pedidos que têm que ser feitos. Agora, o vereador Camerini não é mais cassado, então essa decisão é um tanto estranha. Não tem nada definido", afirma.

Amparado por uma liminar, Camerini já participou de uma sessão no Legislativo, na última terça-feira, dia 13. Sua cassação havia ocorrido no final de 2019, por quebra de decoro parlamentar, após a realização da CPI das Fake News e a instalação de uma comissão processante que investigou o caso.

Na decisão mais recente, mesmo após garantir sua volta anteriormente, Romani destaca que "o fato de se encontrar sub judice a cassação efetivada não afasta a incidência da norma que determina a inelegibilidade em face da conduta praticada". Em outro trecho, a juíza aponta, também, ser "irrelevante que a Câmara de Vereadores não tenha decretado a perda dos direitos políticos, na medida em que se trata de decorrência automática da lei a inelegibilidade, não dependendo de qualquer declaração."

Fotos: Reprodução - Fonte: