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"A causa da morte foi asfixia", relata delegada, sobre assassinato de menino em Garibaldi

De acordo com a Polícia Civil, o pai ainda desferiu três facadas no filho de dois anos, após matá-lo por sufocação. Acusado permaneceu em silêncio durante interrogatório, mas foi autuado em flagrante por homicídio qualificado.

03/12/2020 às 18h48 Atualizada em 10/12/2020 às 17h39
Por: Marcelo Dargelio Fonte: NB Notícias
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Em entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira, dia 3, a delegada Deise Salton Brancher trouxe mais detalhes a respeito do assassinato de um menino de dois anos que chocou Garibaldi e a região da Serra. O pai da criança, identificado como Bruno Parisotto, de 39 anos, foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e já foi encaminhado ao Presídio Estadual de Bento Gonçalves.

De acordo com Deise, por volta das 3h, o acusado passou a gritar e chamar vizinhos, em estado bastante alterado, e então acabou sendo levado para o hospital por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foi acionada por moradores próximos. "Enquanto ele era levado para atendimento médico, algumas pessoas foram verificar o estado da criança, como ela estava, onde estava, e encontraram o corpo dela", conta.

A delegada afirma que as primeiras conclusões da perícia já indicam que a causa da morte foi asfixia mecânica, por sufocação e esganadura, inclusive com a utilização de uma sacola plástica. "E a criança levou três facadas que atravessaram o abdômen dela, mas essas facadas ela recebeu provavelmente já em óbito", relata.

Ainda conforme Deise, ele permaneceu em silêncio durante o interrogatório, mas a Polícia Civil garante ter elementos suficientes para confirmar a autoria do crime brutal. A faca usada para desferir os golpes contra o menino foi encontrada na casa, enrolada em uma toalha e ainda suja de sangue. O homem tinha a guarda do filho há alguns meses e residia no local juntamente com seu pai – avô da criança –, que estava na praia no momento do crime e acabou retornando a Garibaldi quando foi informado do ocorrido.

O acusado, segundo a delegada, tinha um antecedente policial mais antigo de crime contra o patrimônio, considerado irrelevante para este caso. O inquérito agora será remetido à Delegacia de Polícia de Garibaldi, que dará continuidade à investigação. "Sobre ele responder em liberdade, é uma possibilidade, vai depender da análise que o magistrado vai fazer. O que eu gostaria que a comunidade tivesse conhecimento é que todas essas instituições envolvidas na investigação, Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto Geral de Perícias, atuaram prontamente, e agora nós vamos aguardar a decisão judicial", conclui.

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